A Morte não é Prioritária

A Morte não é Prioritária

ISBN:9789896661656
Edição/reimpressão:09-2019
Editor:Contraponto Editores
Código:000007000099
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IPré-Lançamento. 20-09-2019
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SINOPSE

Manoel de Oliveira dedicou-se a tempo inteiro ao cinema numa idade em que a maioria das pessoas está já reformada: aos 70 anos. Mas isso não o impediu de filmar durante mais trinta e cinco anos. Este é, por isso, um livro sobre a capacidade de superação dos limites impostos pela vida, um livro acerca de um homem que esteve sempre pronto a começar de novo.
Em jovem, foi campeão nacional de salto à vara. E trapezista voador. Nessa mesma altura, realizou o primeiro filme, que foi aplaudido de pé por um Nobel da Literatura. Foi piloto de automóveis, vencendo várias provas. Tirou o brevet de piloto e sobrevoava a quinta da namorada largando cartas de amor. Foi galã de cinema, entrando em A Canção de Lisboa. Foi agricultor no Douro. E, por fim, gestor industrial.

Manoel de Oliveira está nos antípodas do convencional, não só no tocante à vida, mas também no que respeita à obra. Neste livro, Paulo José Miranda mergulha no génio do realizador, procurando compreender os filmes que fez à luz das revoluções que ia produzindo em diferentes épocas. Nesse sentido, esta é também, e ao mesmo tempo, uma biografia crítica e uma aproximação do leitor à obra de Oliveira, tardia e tantas vezes mal compreendida.

Apesar de constantemente impedido de filmar durante a ditadura, ao dar-se o 25 de Abril, Oliveira perde a fábrica e a casa que mandara construir quando casara. Nessa altura, diz ao produtor Paulo Branco, com quem tinha acabado de fazer o primeiro filme: «Paulo, agora temos de andar para a frente, agora tenho de viver do cinema.» O que, efetivamente, irá acontecer e durante muitos anos. Mais de vinte filmes depois, já perto dos 100 anos, Manoel ainda ousa dizer a um velho amigo: «Tenho de pensar no meu futuro.»
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DETALHES DO PRODUTO

A Morte não é Prioritária
ISBN:9789896661656
Edição/reimpressão:09-2019
Editor:Contraponto Editores
Código:000007000099
Idioma:Português
Dimensões:150 x 235 mm
Encadernação:Capa mole
Páginas:584
Tipo de Produto:Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Biografias
Paulo José Miranda nasceu em 1965, na Aldeia de Paio Pires, que fica a 16 km a sul de Lisboa.
Estudou guitarra clássica na Academia de Amadores de Música. Estudou ainda um ano no Hot Club e licenciou-se em Filosofia pela Universidade de Letras de Lisboa.
Publica o seu primeiro livro de poesia em 1997, A Voz Que Nos Trai, pela Cotovia, com o qual vence o primeiro Prémio Teixeira de Pascoaes.
Em 1998 torna-se membro do Pen Club. E, nesse mesmo ano, publica quatro livros, também pela Cotovia: A Arma do Rosto, poesia; O Corpo de Helena, teatro (tragédia); e os dois primeiros livros de ficção, da sua trilogia do século XIX, Um Prego no Coração e Natureza Morta.
Em 1999 ganha uma bolsa de criação literária para escrever o último livro da trilogia, Vício. Em Maio desse mesmo ano, e por sugestão do poeta Pedro Tamen, director da Gulbenkian, nessa altura, vai para Toledo (Espanha) em representação de Portugal, nos Encontros de Cultura Mediterrânica, que duram quinze dias. Aí conhece a cineasta turca Pelin Esmer e, depois de algum tempo em Lisboa, passam ambos a viver em Istambul. Ainda nesse ano, e já a viver em Istambul, recebe o primeiro Prémio José Saramago, pelo livro Natureza Morta. Em 2001, com uma bolsa da Fundação do Oriente, vive 3 meses em Macau, com o compromisso de escrever um livro de ficção acerca do poeta Camilo Pessanha. Nesse mesmo ano, sai pela Cotovia o último volume da sua trilogia, Vício.
Regressa a Istambul, depois dos meses de Macau, e viaja pelo Mediterrâneo e pelo Médio Oriente.
Em 2002, publica mais dois livros na Cotovia: o livro de poesia Tabaco de Deus, e o de ficção O Mal, o livro em torno de Camilo Pessanha.
No início de 2003 regressa a Portugal. Mas há-de voltar ainda mais uma vez a Istambul, nesse ano, onde fica até 2004. Pelo meio, em Portugal, escreve o seu romance Com O Corpo Todo, publicado pela Ulisseia, em 2011.
Vive o ano de 2004 em Lisboa, onde escreve América, editado pela Quetzal em 2008; e o livro de poesia também inédito Sob a Água dos Céus. Ainda neste ano começa a escrever as "Cartas de Amor" num blogue que se chama "O Coração Gasta-se", onde publica uma carta todas as semanas, às segundas-feiras. Continuará este seu projecto por mais 3 anos e em várias cidades. Estas cartas seriam mais tarde publicadas pela Abysmo, em 2014, com o título de Todas as Cartas de Amor.
Em Julho de 2005 parte para o Brasil, para o Rio de Janeiro. Aí escreve o livro, também editado pela Abysmo, já em 2015, A Doença da Felicidade.
Seis meses depois ruma a São Paulo, onde fica a viver por 2 anos e onde escreve bastantes crónicas, a continuação das cartas de amor, o romance A Máquina do Mundo e mais dois ensaios ainda inéditos: um sobre Fernando Pessoa, e outro sobre Eça de Queirós e a tragédia grega. A Máquina do Mundo viria a ser editado pela Abysmo em 2014.
Em 2007, em São Paulo, conhece aquela que foi sua mulher por oito anos, Áurea Cruz, advogada tributária, e ruma a Curitiba. É um ano muito atribulado, com tentativas de implementação de uma ONG dedicada ao ensino da Leitura, a VivALer, que acaba por não dar certo.
Depois dos conturbados tempos de Curitiba, em 2008 passa a viver em Florianópolis, onde continua escrevendo, mas fundamentalmente regressa à música, monta um pequeno estúdio e passa a viver de aulas de guitarra e baixo, e de gravações de demos e ensaios. Escreve ainda nesse ano o romance Filhas, publicado mais tarde pela Oficina do Livro, em 2012, e a peça de teatro infantil Colmeiópolis – Um Dia na Cólmeia; originalmente escrito para uma companhia de teatro amadora da vizinhança, e mais tarde, em 2013, publicada em Maputo (Moçambique) pela editora Escola Portuguesa de Maputo.
Em 2011, passa 3 meses no Rio Grande do Sul, trabalhando na obra do escritor Aldyr Garcia Schlee, e fazendo várias apresentações da mesma, nas cidades de Jaguarão, Pelotas e Porto Alegre.
No final desse ano muda-se para a Fazenda Rio Grande, na área metropolitana de Curitiba, onde viveu até finais de Maio de 2015. Aí escreve o livro de poesia Exercícios de Humano, editado em 2014, pela Abysmo, e vencedor do Prémio SPA 2015, melhor livro de poesia.
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