Se Eu Quisesse, Enlouquecia (eBook)

Biografia de Herberto Helder

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SINOPSE

A infância na Madeira foi vivida a subir às árvores, tentando chegar mais perto do céu, para onde tinha ido a mãe, e em conflito com o pai. Não espanta, por isso, que o jovem Herberto tenha vivido sempre em fuga. Migrou, primeiro, para Lisboa, passando por Trás-os-Montes, Coimbra, Paris, Bruxelas, Amesterdão, Antuérpia e Santarém.

Mais tarde, cultivou amizades com marginais, prostitutas, loucos e artistas malditos, que lhe abriram as portas do meio literário. Desejando ser admirado e distinguido como grande poeta, prestou uma atenção obsessiva a tudo o que sobre ele se escrevia e dedicou-se a influenciar e condicionar essas opiniões. Em paralelo, entregou-se às paixões, viveu em depressão e melancolia, casou duas vezes, foi perseguido pela PIDE e pela censura, passou fome e refugiou-se na solidão.

Teve vários empregos: delegado de propaganda médica, meteorologista, publicitário, angariador de clientes para prostitutas, redator de notícias na rádio, ajudante de produção na RTP, etc. Viveu em Luanda, como repórter, e conheceu os horrores da guerra, tendo escapado, por milímetros, à morte. Incapaz a nível doméstico e pai de dois filhos, aos quais nunca consagrou o afecto expectável, só se dava a sacrifícios pelo trabalho literário.

Nesta biografia, com recurso a cartas do próprio e a testemunhos inéditos de quem mais de perto com ele conviveu, o sociólogo e investigador João Pedro George apresenta, pela primeira vez, e com grande nitidez, o ser humano por detrás do poeta Herberto Helder: uma pessoa grande e pequena, ingénua e maliciosa, bondosa e perversa, humilde e vaidosa, cordial e calculista, inspirada e atormentada, brilhante e viciada na retórica, genial e machista. Um homem, enfim, em quem o vácuo moral corria parelhas com a grandeza dos momentos de altíssima inspiração.
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COMENTÁRIOS DOS LEITORES

Sociologia de um Génio
Rui Silva | 2026-02-20
Se haveria personagem difícil de escrutinar, esse personagem seria Herberto Helder. Avesso à exposição publica, o escritor manteve sempre ou quase sempre a sua vida privada fechada a olhares estranhos. João Pedro George consegue o que não seria fácil: abrir a porta da vida do escritor. Como o fez com Luiz Pacheco, como o fez com Pessoa. Provavelmente o melhor biografo das vidas literárias biografa um dos maiores poetas portugueses. Uma livro fundamental para perceber a "sociologia de um génio".
Boa leitura
Luís Oliveira | 2025-07-05
Fã de Herberto Helder, este livro não podia faltar na colecção

DETALHES DO PRODUTO

Se Eu Quisesse, Enlouquecia (eBook)
de João Pedro George
ISBN: 9789896665388
Edição/reimpressão: 05-2025
Editor: Contraponto Editores
Código: 193633000378
Idioma: Português
Páginas: 896
Tipo de Produto: eBook
Classificação Temática: eBooks > eBooks em Português > Literatura > Biografias
Acessibilidade: Ver características de acessibilidade indicadas pelo editor I
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

sobre João Pedro George

João Pedro George nasceu em Moçambique, em 1972. Licenciou-se em Sociologia, concluiu o mestrado em Sociologia e Economia Históricas e doutorou-se em Sociologia da Cultura, na Universidade Nova de Lisboa, com uma tese intitulada «Maldição e consagração no meio literário português: o caso de Luiz Pacheco».
Foi professor no Departamento de Sociologia da Universidade Nova de Lisboa entre 1998 e 2014, onde lecionou cadeiras como Sociologia da Cultura e Sociologia da Literatura.
É autor de obras como, entre outras: O Meio Literário Português: Prémios Literários, Escritores e Acontecimentos (1960-1999), Não é Fácil Dizer Bem. Críticas, Obsessões e Outras Ficções, Puta Que os Pariu! A Biografia de Luiz Pacheco, O Que é Um Escritor Maldito? Estudo de Sociologia da Literatura, Chatear o Camões. Inquérito à Vida Cultural Portuguesa, O Super-Camões. Biografia de Fernando Pessoa, O Império às Costas. Retornados, Racismo e Pós-Colonialismo e O Cemitério do Elefante Branco. Retornados e Ficções do Império Português.
É investigador associado do Instituto Português de Relações Internacionais (IPRI), da Universidade Nova de Lisboa, onde concluiu um pós-doutoramento em História, intitulado «Descolonização e Democratização em Portugal: O Caso dos Retornados».
Colaborou no semanário O Independente, entre 1998 e 2006, e foi cronista da revista Sábado, de 2018 a 2022. Vive exclusivamente da escrita.
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