2025-05-26

«Outonecer»: Introspetivo, poético e de uma ternura desarmante - Júlio Machado Vaz e o envelhecimento.

A Contraponto publica Outonecer, de Júlio Machado Vaz. Um livro que, mais do que uma reflexão sobre a envelhecer, é um lembrete de que o tempo corre — e de que é urgente viver todas as estações da vida.

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Há livros que nos falam ao ouvido como velhos amigos. Outonecer, o mais recente título de Júlio Machado Vaz, é um desses livros. Confessional, poético e atravessado por uma ternura rara, é um hino à vida e um lembrete de que o outono chega depressa e é urgente viver todas as estações. Outonecer chega às livrarias no dia 5 de junho, com chancela da Contraponto.

 

Depois do sucesso de O Amor É e À Escuta dos Amantes, aos 75 anos, o médico psiquiatra e professor universitário que tantas vezes ouvimos falar sobre amor vira agora o olhar para dentro. Outonecer, escrito com a mestria de quem viveu muito e pensou ainda mais, parte do envelhecimento — e do medo que este traz — para se tornar uma afirmação da alegria de ainda se estar vivo.

 

Entre o passado e o presente, Júlio Machado Vaz partilha afetos, perdas e medos: as recordações de quem partiu, o amor pelos filhos e netos, os animais que fazem parte da família, as amizades que perduram, as músicas que ficaram, os medos silenciosos, e até o mundo lá fora — desde política e sexualidade até à inteligência artificial, um reflexo dos dias e das vidas de tantas pessoas.

 

Mais do que uma reflexão sobre o envelhecer, Outonecer é um exercício de lucidez, um gesto de partilha e um lembrete de que o tempo corre — e de que é urgente viver